Entre os dias 3 a 5 de maio de 2019 decorreu em Albufeira o “fim-de-semana do caloiro”, um evento promovido pela Associação de Estudantes da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (AEESTeSL).

Todos os estudantes da ESTeSL deslocaram-se em transportes coletivos, providenciados pela AEESTeSL, contribuindo assim para uma substancial diminuição da pegada carbónica e de emissão de gases com efeito de estufa. No decurso do evento foi notório que as praias de Albufeira estão bem equipadas no que diz respeito a equipamentos para deposição seletiva de resíduos. Em contrapartida, nos estabelecimentos de diversão noturna, as bebidas são servidas em copos de plástico descartável em detrimento de copos reutilizáveis.

“Eco” fim-de-semana do caloiro” é uma fotorreportagem da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Beatriz Teixeira, Diana Narciso e Inês Andrade, publicada no portal Jovens Repórteres para o Ambiente.

Podemos não nos dar conta, mas as imagens e as campanhas através de fotografias fazem parte do nosso dia-a-dia. Desde sempre que estes métodos de tentar cativar o consumidor são muito utilizados. O recurso a técnicas específicas de marketing e publicidade têm a capacidade de chamar a atenção a um número crescendo de pessoas e potenciar forma como a informação que se pretende passar é interpretada pela população.

Com um conjunto de fotografias (onde se promove a comparação entre alimentos convencionais e biológicos), pretende-se realçar o efeito que o Homem, ao usar agrotóxicos, tem nos alimentos que são consumidos diariamente pela população em geral. Tenta-se assim sensibilizar para os produtos, técnicas e formas que os produtores utilizam para desenvolver os alimentos em menor tempo e com maior produtividade, sem que, muitas vezes, se tenha em consideração o bem-estar do consumidor e das eventuais consequências para a saúde, decorrentes do seu consumo.

Fruta Feia versus Fruta Bonita” é uma fotocampanha da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Catarina Rodrigues e Teresa Espada, publicado no portal Jovens Repórteres para o Ambiente.

A “poluição plástica” e o desperdício alimentar são fenómenos frequentes da atualidade e que muito se devem aos hábitos de consumo. Uma forma de obviar estes fenómenos passa, por exemplo, pela venda e compra de produtos a granel, enquanto opção mais sustentável. Em Portugal, as lojas a retalho que optam por este tipo de comércio têm proliferado um pouco por todo o país e os Jovens Repórteres para o Ambiente da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL-IPL) foram descobrir um pouco mais desta realidade.

Compra e venda a granel: uma opção sustentável” é uma videorreportagem da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Andreia Coelho, Catarina Carvalho e Marta Amaral, publicada no portal Jovens Repórteres para o Ambiente.

As alterações climáticas trazem com elas a crescente necessidade de responder de forma eficiente aos criadouros de mosquitos que surgem de forma natural, transformando-se este fenómeno numa potencial fonte de problemas para a saúde pública, sendo impreterível ter os locais devidamente identificados e sob vigilância.

O clima do nosso planeta tem sido alvo de grandes mudanças, com evidências na temperatura média do ar, no aumento do nível médio dos oceanos, no aumento da intensidade e frequência de fenómenos meteorológicos extremos, dentre outros.

De acordo com a informação disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente, a temperatura média do planeta está 0,85ºC acima da temperatura sentida no século XX. Estas alterações climáticas a que a Terra está a ser sujeita, já manifestam sinais claros no nosso país. Para Portugal é previsto que a temperatura média continue a aumentar e que cada vez mais tenhamos um menor número de dias com temperaturas frias.

Segundo a Agência Europeia do Ambiente, as alterações climáticas, nomeadamente o aumento da temperatura média do ar, são uma ameaça à biodiversidade, estando muitas espécies animais e vegetais a sofrer mudanças nos respetivos ciclos de vida. Estas mudanças tem um custo para o planeta, sendo fortes influenciadoras, por exemplo, do degelo dos glaciares, da subida do nível médio dos oceanos, da ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos, que colocam em causa a vida selvagem e tem um custo muito elevado para a sociedade. As alterações do clima provocam ainda grandes impactos na saúde humana contribuindo atualmente, e de forma significativa, para a carga global de doenças e mortes prematuras.

Estas alterações derivam de algumas variáveis como temperatura e precipitação que afetam o desenvolvimento e comportamento dos vetores. A temperatura pode modificar o crescimento/desenvolvimento da população de vetores, conduzindo ao aumento ou aparecimento de doenças causadas pela maior frequência de picadas e maior área geográfica de contacto com os hospedeiros. A precipitação possibilita a criação de novos habitats, através de acumulações de água, que permite o desenvolvimento de larvas com o consequente aumento da população de vetores.

Os mosquitos tal como os restantes seres vivos do planeta estão em constante interação com outras espécies, estando inseridos na cadeia alimentar de algumas espécies.

Eles pertencem à classe Insecta e são conhecidos por serem transmissores de doenças muito importantes e com grande impacto para a Saúde Publica, como é o exemplo da Malária, da Dengue, da Febre Amarela, da Febre do Nilo Ocidentel, dentre outras.

No seu ciclo de vida existem várias fases em que se destacam dois estádios, o aquático e o aéreo/terrestre. A maioria dos mosquitos desenvolve-se em água doce sendo neste meio onde eclodem os ovos e onde se desenvolvem até à fase adulta (aérea/ terrestre).

Em Portugal o programa REVIVE (Rede de Vigilância de Vetores) investiga, vigia, avalia a presença ou ausência de espécies, mas também a capacidade destas em transmitir doenças, estudando por isso todas as fases de vida dos Mosquitos. O controlo/estudo é feito de janeiro a dezembro nos aeroportos, portos e fronteiras do país e de maio a outubro são feitas colheitas de amostras em diversos concelhos do país.

Dos resultados publicados no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge – Relatório REVIVE 2018, constata-se que foram detetadas espécies invasoras e que a atividade viral detetada tem sido limitada aos flavivírus específicos de insetos não patogénicos para o Homem.

Estas ocorrências climáticas atrás referidas, terão impacto na proliferação de vetores de doença pelo planeta, sendo que no caso dos mosquitos, poderá ocorrer a disseminação global deixando de existir zonas endémicas de doenças transportadas por eles.

A circulação de mercadorias e pessoas entre os vários países e continentes proporciona o transporte de vetores nas várias fases de desenvolvimento. A disseminação dos vetores pode ser causada, não apenas por migração ativa dos mosquitos, mas também pelo transporte passivo nomeadamente automóveis, comboios, aviões entre outros meios de transporte.

Na Bobadela, concelho de Loures, existe um local junto ao apeadeiro da Linha do Norte que serve aquela vila, onde é frequente a acumulação de água. A água ali acumulada pode ter várias origens, sendo este um potencial criadouro natural de mosquitos, pois são águas estagnadas com crescimento de vegetação e acumulação de lixo. A água estagnada que ali se encontra poderá ter origem nas águas pluviais, sendo, contudo, potenciada pela saturação do solo naquela região, na medida em que está junto à margem rio Tejo.

Pelo que foi possível apurar, e apesar dos criadouros que são objeto de especial atenção serem os que se encontram junto da malha urbana, o local identificado não estava sinalizado nem tem sido alvo de acompanhamento no âmbito do programa REVIVE.

Acumulação de lixo nas águas estagnadas do apeadeiro da Bobadela.

Na sequência da denúncia desta situação junto das autoridades competentes, o local foi identificado e georreferenciado, tendo sido a União das Freguesias de Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela notificada no sentido da proceder à eliminação daquela água estagnada, criadouro natural.

A localização deste potencial criadouro, junto à Linha do Norte, com acesso privilegiado ao principal eixo de circulação ferroviário do país por onde circulam diariamente milhares de pessoas, faz dele um fator de risco acrescido de disseminação de doenças veiculadas por vetores (mosquitos).

Criadouros de mosquitos colocam a saúde pública em alerta!” é um artigo da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Fabiana Clérigo, João Anjos e Sandra Ferreira, publicado no portal Jovens Repórteres para o Ambiente.

A meio caminho entre Vila Franca de Xira e o Porto Alto, percorrendo a “Reta do Cabo” (troço da Estrada Nacional 10) avista-se a antiga “Estalagem do Gado Bravo”, outrora local obrigatório de paragem e um emblema da Lezíria. Desde os anos 80 esta estalagem é palco de um cenário de abandono replicado em muitos edifícios icónicos do nosso país. Após várias tentativas falhadas de voltar a dar vida a este local, resume-se agora a um acumulado de lixo, animais mortos e elevados riscos, tanto para o ambiente como para a saúde pública.

De uma estalagem de luxo a uma estalagem de lixo” é uma fotorreportagem da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Margarida Bento, Mariana Caldeira e Mariana Neves, publicado no portal Jovens Repórteres para o Ambiente.

Em Portugal não existe um sistema coletivo de gestão de resíduos de construção e demolição, não havendo, por isso, uma entidade gestora deste fluxo de resíduos, cabendo o seu encaminhamento para destino adequado aos respetivos produtores, com todos os custos que lhe estão associados

Como forma de obviar os custos decorrentes daquela que deverá ser a gestão a acautelar pelo produtor, muitos são aqueles que depositam ilegalmente os seus resíduos em qualquer lugar.

De acordo com informação veiculada pela Agência Lusa, a Câmara Municipal de Loures reconhece este problema anunciando que irá reforçar a fiscalização, adquirindo mais viaturas e criando um Ponto Municipal de Entrega de Resíduos, na expectativa de assim promover a diminuição deste tipo de infrações.

Todo o resíduo tem um destino adequado… AQUI NÃO!” é uma fotorreportagem da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Catarina Duarte de Freitas, Eduarda Rodrigues e Sérgio Santos, publicado no portal Jovens Repórteres para o Ambiente.

Os transportes e a mobilidade dão um contributo significativo para as emissões de gases de efeito de estufa, para o fenómeno das alterações climáticas e para a qualidade do ar, com especial relevância nas cidades. A mobilidade elétrica apresenta-se como a alternativa a considerar, apresentando ainda assim algumas desvantagens que tendem a esbater-se com o desenvolvimento tecnológico. Atualmente, há já cidades (e países!) que apostam nesta “outra mobilidade” de forma a trilhar o caminho rumo à sustentabilidade.

Hoje em dia, há cada vez mais a necessidade de garantir a nossa mobilidade, assim como o transporte de bens, o que fomenta a indispensabilidade de viaturas.

Dentro da poluição total mundial, cerca de 40% é proveniente do uso de veículos – como por exemplo, automóveis. Por esta razão, é inevitável procurar outras formas de energia.

Na Europa, o setor dos transportes é o único onde se tem verificado um aumento das emissões de CO2 desde 1990. Cerca de 25% da poluição total da Europa é devida aos transportes em geral, sendo os rodoviários os mais poluentes, com 19% do total de emissões (EDP).

Posto de abastecimento de viaturas elétricas.

A aposta nos veículos elétricos é caracterizada como sendo benéfica, na medida em que diminui os gases emitidos para atmosfera e, tende a fazer uso de energia de fontes renováveis (nomeadamente a proveniente do sol e do vento). Para além disso, o custo de cada quilómetro é mais baixo (gasóleo, 1.49€ vs elétrico, 0.20€), sendo também mais silenciosos, diminuindo a poluição sonora (Cooperativa Elétrica do Vale d’Este).

Por outro lado, é necessário ter a noção das atuais desvantagens no que diz respeito aos aspetos económicos, porquanto os custos diretos associados à aquisição de uma viatura elétrica são mais elevados do que os associados às viaturas convencionais. Adicionalmente, a distância que estes carros conseguem percorrer sem carregar as baterias é menor, comparando com os que usam combustíveis fósseis. Outra questão a considerar é o ainda diminuto número de postos de carregamento que estão, na sua generalidade, associados às grandes cidades.

Para tentar reduzir as emissões ao máximo, cidades como Madrid e Paris já anunciaram que, até 2025, vão impedir a entrada de veículos nos centros urbanos, assim como proíbem – até 2040 – a venda de novos veículos com motores de combustão.

Em Portugal, alguns distritos como Braga, Coimbra, Faro e Aveiro estão a promover o uso de autocarros elétricos como alternativa aos transportes tradicionais. Estes autocarros usam um carregador de 150 W – o primeiro em Portugal e mais cinco carregadores de 40 W, obtendo uma autonomia de 100 km, carregando em 7 minutos (Motor24).

Em outras cidades, nomeadamente Lisboa, começou-se a apostar nas trotinetes e nas bicicletas elétricas, promovendo também a prática de exercício físico. As várias empresas que operam na capital contribuem para as cerca de 500 a 700 trotinetes que circulam nas ruas de Lisboa (Repairstore).

Apesar de ainda haver alguns constrangimentos acerca deste tema, a Agência Internacional da Energia estima que em 2030 haja cerca de 56 milhões de veículos elétricos, um número pré-estabelecido tendo em conta a meta do acordo de Paris, de 2015. Assim, em 2050 prevê-se que se reduza cerca de 80% das emissões de gases com efeito de estufa (Agência Internacional de Energia).

Outra mobilidade, em nome da sustentabilidade…” é um artigo da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Beatriz Delgado, Ediane Silva e Joana Ramos, publicado na plataforma Jovens Repórteres para o Ambiente.




Introduza o seu e-mail


Julho 2019
S T Q Q S S D
« Jun    
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  
Categorias