Archive for the ‘Jovens Repórteres para o Ambiente’ Category

O programa Jovens Repórteres para o Ambiente (JRA) é um programa internacional da Foundation for Environmental Education implementado em Portugal pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), que pretende contribuir para o treino do exercício de uma cidadania ativa e participativa, enfatizando a vertente do jornalismo ambiental.

O Concurso Nacional JRA tem como objetivo premiar as melhores reportagens sobre sustentabilidade efetuadas pelos jovens portugueses ao longo do ano letivo, sendo que cada escola pode participar apresentando até duas reportagens em cada categoria. Este ano a ABAE recebeu 274 trabalhos, distribuídos pelas 4 categorias: artigos (137), fotorreportagem (105) e vídeos (43), fotocampanha (44) e vídeo-campanha (15).

A Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL) submeteu trabalhos em cada uma das categorias, fruto do empenho dos estudantes da nossa escola e que acabou por se materializar na atribuição de vários prémios, nomeadamente:

Menção honrosa na categoria de videorreportagem (“Greve Estudantil pelo Clima” das estudantes Ana Santos, Bruna Silva, Inês Rocha e Rita Relvas do 1.° ano de Saúde Ambiental)

Segundo lugar na categoria de artigo (“Criadouros de mosquitos colocam a saúde pública em alerta!” das estudantes Fabiana Clérigo, João Anjos e Sandra Ferreira do 1.° ano de Saúde Ambiental).

Segundo lugar na categoria de vídeo-campanha (“A natureza está de olho em ti…” dos estudantes Adriana Porto, Andreia Silva, João Pinto e Luís Araújo do 2.° ano de Saúde Ambiental).

Primeiro lugar na categoria de fotocampanha (“Somos o que comemos!” dos estudantes Adriana Porto, Andreia Silva, Catarina Teixeira, Joana Azevedo, João Pinto, Leonor Amaro, Luís Araújo, Mauro Batista, Mónica Figueira, Nuno Pires, Patrícia Fernandes, Raquel Bacalhau e Vladimir Silva do 2.° ano de Saúde Ambiental).Somos o que comemos

Conscientes do esforço suplementar que lhes é exigido para a realização destes trabalhos, muitas das vezes à margem das atividade académicas e que não raras vezes implicam metodologias diferenciadoras, deixamos aqui os nossos parabéns (e o nosso obrigado!) pelo excelente desempenho.

Associado à campanha Planet or Plastic da National Geographic, o desafio #PlanetorPlastic,pretende dar expressão à modalidade “campanha”, propondo a apresentação de uma fotografia  que apele à redução, substituição e correta manipulação dos plásticos, por forma a evitar a crescente contaminação dos oceanos.

Seguindo essa premissa, alguns estudantes da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL) realizaram trabalhos no decurso do ano letivo, devidamente enquadrados em diferentes unidade curriculares. Das mais de cinquenta fotografias submetidas a nível nacional, as três da autoria de estudantes da ESTeSL foram selecionadas e figuram agora na lista dos treze trabalhos finalistas, cujos vencedores serão divulgados no site da National Geographic, assim como na revista Fórum Estudante.

#PlanetorPlastic by ESTeSL

Independentemente do resultado final, damos, desde já, os parabéns aos estudantes do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da ESTeSL, Adriana Porto, Andreia Silva, Catarina Teixeira, Cristiana Costa, Dalila Gonçalves, Elisabete Santos, Joana Azevedo, João Pinto, Leonor Amaro, Luís Araújo, Mauro Batista, Mónica Figueira, Nuno Pires, Patrícia Fernandes, Raquel Bacalhau, Suazilene Sacramento e Vladimir Silva, pelo mérito dos seus trabalhos (ver publicações originais no portal Jovens Repórteres para o Ambiente “Os rios: a porta de entrada das toneladas de plástico“, “A Refeição Diário da nossa Fauna Marinha” e “Somos o que comemos“)

Greta Thunberg, ativista do clima conhecida por protestar às portas do parlamento da Suécia, como forma de divulgar as questões associadas às alterações climáticas e que ganhou projeção mundial após a sua intervenção na COP24 em Katowice (Polónia), decidiu fazer greve às aulas em nome do clima.

Inspirados em Greta Thunberg, os estudantes portugueses juntaram-se a milhares de estudantes de todo o mundo e faltaram às aulas no passado dia 15 de março, como forma de protesto pela inação, assim como para exigir aos respetivos governos que a resolução da crise climática seja claramente incorporada na agenda política e se torne uma prioridade. Posteriormente, a 24 de maio, o protesto repetiu-se e uma equipa de Jovens Repórteres para o Ambiente da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa foi perceber este fenómeno estudantil com algumas das organizadoras do protesto de Lisboa.

Greve Estudantil pelo Clima” é uma videorreportagem da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Ana Santos, Bruna Silva, Inês Rocha e Rita Relvas, publicada no portal Jovens Repórteres para o Ambiente.

Entre os dias 3 a 5 de maio de 2019 decorreu em Albufeira o “fim-de-semana do caloiro”, um evento promovido pela Associação de Estudantes da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (AEESTeSL).

Todos os estudantes da ESTeSL deslocaram-se em transportes coletivos, providenciados pela AEESTeSL, contribuindo assim para uma substancial diminuição da pegada carbónica e de emissão de gases com efeito de estufa. No decurso do evento foi notório que as praias de Albufeira estão bem equipadas no que diz respeito a equipamentos para deposição seletiva de resíduos. Em contrapartida, nos estabelecimentos de diversão noturna, as bebidas são servidas em copos de plástico descartável em detrimento de copos reutilizáveis.

“Eco” fim-de-semana do caloiro” é uma fotorreportagem da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Beatriz Teixeira, Diana Narciso e Inês Andrade, publicada no portal Jovens Repórteres para o Ambiente.

Podemos não nos dar conta, mas as imagens e as campanhas através de fotografias fazem parte do nosso dia-a-dia. Desde sempre que estes métodos de tentar cativar o consumidor são muito utilizados. O recurso a técnicas específicas de marketing e publicidade têm a capacidade de chamar a atenção a um número crescendo de pessoas e potenciar forma como a informação que se pretende passar é interpretada pela população.

Com um conjunto de fotografias (onde se promove a comparação entre alimentos convencionais e biológicos), pretende-se realçar o efeito que o Homem, ao usar agrotóxicos, tem nos alimentos que são consumidos diariamente pela população em geral. Tenta-se assim sensibilizar para os produtos, técnicas e formas que os produtores utilizam para desenvolver os alimentos em menor tempo e com maior produtividade, sem que, muitas vezes, se tenha em consideração o bem-estar do consumidor e das eventuais consequências para a saúde, decorrentes do seu consumo.

Fruta Feia versus Fruta Bonita” é uma fotocampanha da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Catarina Rodrigues e Teresa Espada, publicado no portal Jovens Repórteres para o Ambiente.

A “poluição plástica” e o desperdício alimentar são fenómenos frequentes da atualidade e que muito se devem aos hábitos de consumo. Uma forma de obviar estes fenómenos passa, por exemplo, pela venda e compra de produtos a granel, enquanto opção mais sustentável. Em Portugal, as lojas a retalho que optam por este tipo de comércio têm proliferado um pouco por todo o país e os Jovens Repórteres para o Ambiente da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL-IPL) foram descobrir um pouco mais desta realidade.

Compra e venda a granel: uma opção sustentável” é uma videorreportagem da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Andreia Coelho, Catarina Carvalho e Marta Amaral, publicada no portal Jovens Repórteres para o Ambiente.

As alterações climáticas trazem com elas a crescente necessidade de responder de forma eficiente aos criadouros de mosquitos que surgem de forma natural, transformando-se este fenómeno numa potencial fonte de problemas para a saúde pública, sendo impreterível ter os locais devidamente identificados e sob vigilância.

O clima do nosso planeta tem sido alvo de grandes mudanças, com evidências na temperatura média do ar, no aumento do nível médio dos oceanos, no aumento da intensidade e frequência de fenómenos meteorológicos extremos, dentre outros.

De acordo com a informação disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente, a temperatura média do planeta está 0,85ºC acima da temperatura sentida no século XX. Estas alterações climáticas a que a Terra está a ser sujeita, já manifestam sinais claros no nosso país. Para Portugal é previsto que a temperatura média continue a aumentar e que cada vez mais tenhamos um menor número de dias com temperaturas frias.

Segundo a Agência Europeia do Ambiente, as alterações climáticas, nomeadamente o aumento da temperatura média do ar, são uma ameaça à biodiversidade, estando muitas espécies animais e vegetais a sofrer mudanças nos respetivos ciclos de vida. Estas mudanças tem um custo para o planeta, sendo fortes influenciadoras, por exemplo, do degelo dos glaciares, da subida do nível médio dos oceanos, da ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos, que colocam em causa a vida selvagem e tem um custo muito elevado para a sociedade. As alterações do clima provocam ainda grandes impactos na saúde humana contribuindo atualmente, e de forma significativa, para a carga global de doenças e mortes prematuras.

Estas alterações derivam de algumas variáveis como temperatura e precipitação que afetam o desenvolvimento e comportamento dos vetores. A temperatura pode modificar o crescimento/desenvolvimento da população de vetores, conduzindo ao aumento ou aparecimento de doenças causadas pela maior frequência de picadas e maior área geográfica de contacto com os hospedeiros. A precipitação possibilita a criação de novos habitats, através de acumulações de água, que permite o desenvolvimento de larvas com o consequente aumento da população de vetores.

Os mosquitos tal como os restantes seres vivos do planeta estão em constante interação com outras espécies, estando inseridos na cadeia alimentar de algumas espécies.

Eles pertencem à classe Insecta e são conhecidos por serem transmissores de doenças muito importantes e com grande impacto para a Saúde Publica, como é o exemplo da Malária, da Dengue, da Febre Amarela, da Febre do Nilo Ocidentel, dentre outras.

No seu ciclo de vida existem várias fases em que se destacam dois estádios, o aquático e o aéreo/terrestre. A maioria dos mosquitos desenvolve-se em água doce sendo neste meio onde eclodem os ovos e onde se desenvolvem até à fase adulta (aérea/ terrestre).

Em Portugal o programa REVIVE (Rede de Vigilância de Vetores) investiga, vigia, avalia a presença ou ausência de espécies, mas também a capacidade destas em transmitir doenças, estudando por isso todas as fases de vida dos Mosquitos. O controlo/estudo é feito de janeiro a dezembro nos aeroportos, portos e fronteiras do país e de maio a outubro são feitas colheitas de amostras em diversos concelhos do país.

Dos resultados publicados no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge – Relatório REVIVE 2018, constata-se que foram detetadas espécies invasoras e que a atividade viral detetada tem sido limitada aos flavivírus específicos de insetos não patogénicos para o Homem.

Estas ocorrências climáticas atrás referidas, terão impacto na proliferação de vetores de doença pelo planeta, sendo que no caso dos mosquitos, poderá ocorrer a disseminação global deixando de existir zonas endémicas de doenças transportadas por eles.

A circulação de mercadorias e pessoas entre os vários países e continentes proporciona o transporte de vetores nas várias fases de desenvolvimento. A disseminação dos vetores pode ser causada, não apenas por migração ativa dos mosquitos, mas também pelo transporte passivo nomeadamente automóveis, comboios, aviões entre outros meios de transporte.

Na Bobadela, concelho de Loures, existe um local junto ao apeadeiro da Linha do Norte que serve aquela vila, onde é frequente a acumulação de água. A água ali acumulada pode ter várias origens, sendo este um potencial criadouro natural de mosquitos, pois são águas estagnadas com crescimento de vegetação e acumulação de lixo. A água estagnada que ali se encontra poderá ter origem nas águas pluviais, sendo, contudo, potenciada pela saturação do solo naquela região, na medida em que está junto à margem rio Tejo.

Pelo que foi possível apurar, e apesar dos criadouros que são objeto de especial atenção serem os que se encontram junto da malha urbana, o local identificado não estava sinalizado nem tem sido alvo de acompanhamento no âmbito do programa REVIVE.

Acumulação de lixo nas águas estagnadas do apeadeiro da Bobadela.

Na sequência da denúncia desta situação junto das autoridades competentes, o local foi identificado e georreferenciado, tendo sido a União das Freguesias de Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela notificada no sentido da proceder à eliminação daquela água estagnada, criadouro natural.

A localização deste potencial criadouro, junto à Linha do Norte, com acesso privilegiado ao principal eixo de circulação ferroviário do país por onde circulam diariamente milhares de pessoas, faz dele um fator de risco acrescido de disseminação de doenças veiculadas por vetores (mosquitos).

Criadouros de mosquitos colocam a saúde pública em alerta!” é um artigo da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Fabiana Clérigo, João Anjos e Sandra Ferreira, publicado no portal Jovens Repórteres para o Ambiente.




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