Archive for the ‘Alterações Climáticas’ Category

Estamos em plena época de avaliações e a poucos dias de terminar mais um ano de intenso de trabalho associado à implementação do Programa Eco-Escolas e do Projeto Interreg Sudoe ClimACT na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL-IPL), mas ainda com muito para fazer.

Após a adoção da metodologia de trabalho subjacente à efetiva implementação do Programa/Projeto, que culmina com a elaboração do Eco-Código ou Código Climático, apresentamos-vos aquele que é o Eco-Código e o respetivo poster concebido este ano e cujo conteúdo vai de encontro àquilo que havia sido definido no Plano de Ação, aprovado no início do ano em reunião plenária do Conselho Eco-Escola/Comissão Baixo Carbono.

Eco-Código 2019 (ESTeSL)

Este é o último Eco-Código (ou Código Climático) apresentado ainda no âmbito também do projeto Interreg Sudoe ClimACT. Contudo, não lhe fazemos referência porquanto no decurso do próximo ano letivo, período no qual este “código de conduta” irá vigorar, o projeto já terá terminado.

Este ano o nosso Poster Eco-Código será submetido a concurso apenas na versão digital, sendo que em breve vos iremos mobilizar para a respetiva votação.

Projeto ClimACT venceu prémio da EU Sustainable Energy WeekEm plena Semana Europeia da Energia Sustentável (EU Sustainable Energy Week), ​​​o projeto Interreg Sudoe ClimACT foi reconhecido pelo seu mérito,  no âmbito dos Prémios de Energia Sustentável da União Europeia (UE), promovidos pela Comissão Europeia.

Dos mais de 100 candidatos, divididos em quatro categorias (Compromiso, Inovação, Liderança e Juventude), apenas três foram selecionados na qualidade de projetos finalistas para cada uma das categorias e foi ontem que, numa cerimónia em Bruxelas, transmitida em direto para todo o mundo, que o Interreg Sudoe ClimACT foi escolhido pelo júri como o melhor projeto na categoria Juventude.

Este é um prémio internacional que reconhece a relevância do projeto, assim como todo o trabalho desenvolvido pela equipa técnica e pelas 39 escolas-piloto de Portugal, Espanha, França e Gibraltar.

Ao longo dos últimos três anos, foram nove as escolas portuguesas associadas ao projeto e que têm vindo a desenvolver trabalho e a aplicar a metodologia prevista, rumo a uma economia de baixo carbono e onde a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL-IPL) tem participado enquanto representante das instituições do nível de ensino superior em Portugal. Para além da ESTeSL, participaram ainda a Escola EB2,3 General Humberto Delgado, a Escola EB1/JI Prior Velho, a Escola EB2,3 Maria Veleda, a Escola EB2,3 Mário Sá Carneiro e a Escola Sec/3 José Cardoso Pires, do concelho de Loures, a Escola Secundária Abel Salazar e a Escola EB1 Padre Manuel de Castro, do concelho de Matosinho, e a Escola Básica Júlio Dinis de Vila Nova de Gaia.

O projeto está a terminar e o desafio que agora se segue será dar continuidade ao trabalho e estender a metodologia do projeto a todas as escolas da rede Eco-Escolas e onde temos vindo também a assumir um papel de relevância.

Aproveitamos a ocasião para dar os parabéns à equipa técnica do projeto, na pessoa da sua coordenadora, Marta Almeida (investigadora do Instituto Superior Técnico e docente da ESTeSL, no curso de licenciatura em Saúde Ambiental), assim como a todos os estudantes, docentes e não docentes, que em cada uma das escolas, desenvolveram trabalho no âmbito do Interreg Sudoe ClimACT e fizerem dele um projeto de sucesso.

Parabéns!

Greta Thunberg, ativista do clima conhecida por protestar às portas do parlamento da Suécia, como forma de divulgar as questões associadas às alterações climáticas e que ganhou projeção mundial após a sua intervenção na COP24 em Katowice (Polónia), decidiu fazer greve às aulas em nome do clima.

Inspirados em Greta Thunberg, os estudantes portugueses juntaram-se a milhares de estudantes de todo o mundo e faltaram às aulas no passado dia 15 de março, como forma de protesto pela inação, assim como para exigir aos respetivos governos que a resolução da crise climática seja claramente incorporada na agenda política e se torne uma prioridade. Posteriormente, a 24 de maio, o protesto repetiu-se e uma equipa de Jovens Repórteres para o Ambiente da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa foi perceber este fenómeno estudantil com algumas das organizadoras do protesto de Lisboa.

Greve Estudantil pelo Clima” é uma videorreportagem da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Ana Santos, Bruna Silva, Inês Rocha e Rita Relvas, publicada no portal Jovens Repórteres para o Ambiente.

A “poluição plástica” e o desperdício alimentar são fenómenos frequentes da atualidade e que muito se devem aos hábitos de consumo. Uma forma de obviar estes fenómenos passa, por exemplo, pela venda e compra de produtos a granel, enquanto opção mais sustentável. Em Portugal, as lojas a retalho que optam por este tipo de comércio têm proliferado um pouco por todo o país e os Jovens Repórteres para o Ambiente da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL-IPL) foram descobrir um pouco mais desta realidade.

Compra e venda a granel: uma opção sustentável” é uma videorreportagem da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Andreia Coelho, Catarina Carvalho e Marta Amaral, publicada no portal Jovens Repórteres para o Ambiente.

As alterações climáticas trazem com elas a crescente necessidade de responder de forma eficiente aos criadouros de mosquitos que surgem de forma natural, transformando-se este fenómeno numa potencial fonte de problemas para a saúde pública, sendo impreterível ter os locais devidamente identificados e sob vigilância.

O clima do nosso planeta tem sido alvo de grandes mudanças, com evidências na temperatura média do ar, no aumento do nível médio dos oceanos, no aumento da intensidade e frequência de fenómenos meteorológicos extremos, dentre outros.

De acordo com a informação disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente, a temperatura média do planeta está 0,85ºC acima da temperatura sentida no século XX. Estas alterações climáticas a que a Terra está a ser sujeita, já manifestam sinais claros no nosso país. Para Portugal é previsto que a temperatura média continue a aumentar e que cada vez mais tenhamos um menor número de dias com temperaturas frias.

Segundo a Agência Europeia do Ambiente, as alterações climáticas, nomeadamente o aumento da temperatura média do ar, são uma ameaça à biodiversidade, estando muitas espécies animais e vegetais a sofrer mudanças nos respetivos ciclos de vida. Estas mudanças tem um custo para o planeta, sendo fortes influenciadoras, por exemplo, do degelo dos glaciares, da subida do nível médio dos oceanos, da ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos, que colocam em causa a vida selvagem e tem um custo muito elevado para a sociedade. As alterações do clima provocam ainda grandes impactos na saúde humana contribuindo atualmente, e de forma significativa, para a carga global de doenças e mortes prematuras.

Estas alterações derivam de algumas variáveis como temperatura e precipitação que afetam o desenvolvimento e comportamento dos vetores. A temperatura pode modificar o crescimento/desenvolvimento da população de vetores, conduzindo ao aumento ou aparecimento de doenças causadas pela maior frequência de picadas e maior área geográfica de contacto com os hospedeiros. A precipitação possibilita a criação de novos habitats, através de acumulações de água, que permite o desenvolvimento de larvas com o consequente aumento da população de vetores.

Os mosquitos tal como os restantes seres vivos do planeta estão em constante interação com outras espécies, estando inseridos na cadeia alimentar de algumas espécies.

Eles pertencem à classe Insecta e são conhecidos por serem transmissores de doenças muito importantes e com grande impacto para a Saúde Publica, como é o exemplo da Malária, da Dengue, da Febre Amarela, da Febre do Nilo Ocidentel, dentre outras.

No seu ciclo de vida existem várias fases em que se destacam dois estádios, o aquático e o aéreo/terrestre. A maioria dos mosquitos desenvolve-se em água doce sendo neste meio onde eclodem os ovos e onde se desenvolvem até à fase adulta (aérea/ terrestre).

Em Portugal o programa REVIVE (Rede de Vigilância de Vetores) investiga, vigia, avalia a presença ou ausência de espécies, mas também a capacidade destas em transmitir doenças, estudando por isso todas as fases de vida dos Mosquitos. O controlo/estudo é feito de janeiro a dezembro nos aeroportos, portos e fronteiras do país e de maio a outubro são feitas colheitas de amostras em diversos concelhos do país.

Dos resultados publicados no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge – Relatório REVIVE 2018, constata-se que foram detetadas espécies invasoras e que a atividade viral detetada tem sido limitada aos flavivírus específicos de insetos não patogénicos para o Homem.

Estas ocorrências climáticas atrás referidas, terão impacto na proliferação de vetores de doença pelo planeta, sendo que no caso dos mosquitos, poderá ocorrer a disseminação global deixando de existir zonas endémicas de doenças transportadas por eles.

A circulação de mercadorias e pessoas entre os vários países e continentes proporciona o transporte de vetores nas várias fases de desenvolvimento. A disseminação dos vetores pode ser causada, não apenas por migração ativa dos mosquitos, mas também pelo transporte passivo nomeadamente automóveis, comboios, aviões entre outros meios de transporte.

Na Bobadela, concelho de Loures, existe um local junto ao apeadeiro da Linha do Norte que serve aquela vila, onde é frequente a acumulação de água. A água ali acumulada pode ter várias origens, sendo este um potencial criadouro natural de mosquitos, pois são águas estagnadas com crescimento de vegetação e acumulação de lixo. A água estagnada que ali se encontra poderá ter origem nas águas pluviais, sendo, contudo, potenciada pela saturação do solo naquela região, na medida em que está junto à margem rio Tejo.

Pelo que foi possível apurar, e apesar dos criadouros que são objeto de especial atenção serem os que se encontram junto da malha urbana, o local identificado não estava sinalizado nem tem sido alvo de acompanhamento no âmbito do programa REVIVE.

Acumulação de lixo nas águas estagnadas do apeadeiro da Bobadela.

Na sequência da denúncia desta situação junto das autoridades competentes, o local foi identificado e georreferenciado, tendo sido a União das Freguesias de Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela notificada no sentido da proceder à eliminação daquela água estagnada, criadouro natural.

A localização deste potencial criadouro, junto à Linha do Norte, com acesso privilegiado ao principal eixo de circulação ferroviário do país por onde circulam diariamente milhares de pessoas, faz dele um fator de risco acrescido de disseminação de doenças veiculadas por vetores (mosquitos).

Criadouros de mosquitos colocam a saúde pública em alerta!” é um artigo da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Fabiana Clérigo, João Anjos e Sandra Ferreira, publicado no portal Jovens Repórteres para o Ambiente.

Os transportes e a mobilidade dão um contributo significativo para as emissões de gases de efeito de estufa, para o fenómeno das alterações climáticas e para a qualidade do ar, com especial relevância nas cidades. A mobilidade elétrica apresenta-se como a alternativa a considerar, apresentando ainda assim algumas desvantagens que tendem a esbater-se com o desenvolvimento tecnológico. Atualmente, há já cidades (e países!) que apostam nesta “outra mobilidade” de forma a trilhar o caminho rumo à sustentabilidade.

Hoje em dia, há cada vez mais a necessidade de garantir a nossa mobilidade, assim como o transporte de bens, o que fomenta a indispensabilidade de viaturas.

Dentro da poluição total mundial, cerca de 40% é proveniente do uso de veículos – como por exemplo, automóveis. Por esta razão, é inevitável procurar outras formas de energia.

Na Europa, o setor dos transportes é o único onde se tem verificado um aumento das emissões de CO2 desde 1990. Cerca de 25% da poluição total da Europa é devida aos transportes em geral, sendo os rodoviários os mais poluentes, com 19% do total de emissões (EDP).

Posto de abastecimento de viaturas elétricas.

A aposta nos veículos elétricos é caracterizada como sendo benéfica, na medida em que diminui os gases emitidos para atmosfera e, tende a fazer uso de energia de fontes renováveis (nomeadamente a proveniente do sol e do vento). Para além disso, o custo de cada quilómetro é mais baixo (gasóleo, 1.49€ vs elétrico, 0.20€), sendo também mais silenciosos, diminuindo a poluição sonora (Cooperativa Elétrica do Vale d’Este).

Por outro lado, é necessário ter a noção das atuais desvantagens no que diz respeito aos aspetos económicos, porquanto os custos diretos associados à aquisição de uma viatura elétrica são mais elevados do que os associados às viaturas convencionais. Adicionalmente, a distância que estes carros conseguem percorrer sem carregar as baterias é menor, comparando com os que usam combustíveis fósseis. Outra questão a considerar é o ainda diminuto número de postos de carregamento que estão, na sua generalidade, associados às grandes cidades.

Para tentar reduzir as emissões ao máximo, cidades como Madrid e Paris já anunciaram que, até 2025, vão impedir a entrada de veículos nos centros urbanos, assim como proíbem – até 2040 – a venda de novos veículos com motores de combustão.

Em Portugal, alguns distritos como Braga, Coimbra, Faro e Aveiro estão a promover o uso de autocarros elétricos como alternativa aos transportes tradicionais. Estes autocarros usam um carregador de 150 W – o primeiro em Portugal e mais cinco carregadores de 40 W, obtendo uma autonomia de 100 km, carregando em 7 minutos (Motor24).

Em outras cidades, nomeadamente Lisboa, começou-se a apostar nas trotinetes e nas bicicletas elétricas, promovendo também a prática de exercício físico. As várias empresas que operam na capital contribuem para as cerca de 500 a 700 trotinetes que circulam nas ruas de Lisboa (Repairstore).

Apesar de ainda haver alguns constrangimentos acerca deste tema, a Agência Internacional da Energia estima que em 2030 haja cerca de 56 milhões de veículos elétricos, um número pré-estabelecido tendo em conta a meta do acordo de Paris, de 2015. Assim, em 2050 prevê-se que se reduza cerca de 80% das emissões de gases com efeito de estufa (Agência Internacional de Energia).

Outra mobilidade, em nome da sustentabilidade…” é um artigo da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Beatriz Delgado, Ediane Silva e Joana Ramos, publicado na plataforma Jovens Repórteres para o Ambiente.

Tal como já havíamos referido em publicações anteriores, o projeto Interreg Sudoe ClimACT, que conta com a participação da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL-IPL) enquanto escola-piloto, é um dos 12 finalistas dos prémios da Semana Europeia para a Energia Sustentável – EU Sustainable Energy Week (EUSEW), que decorre entre os dias 17 e 21 de Junho. Neste momento já está disponível o vídeo promocional que tivemos o privilégio de acompanhar e que retrata um pouco aquilo que é o projeto e que se tem materializado pelas quase 40 escolas de Portugal, Espanha, França e Gibraltar. continuamos a contar com o vosso voto (https://www.eusew.eu/awards-public-vote).

Acting for the transition to a low carbon economy in schools development of support tools. It is voting season: 12 projects are competing for the Citizens’ Award – you can help them win! Cast your vote here: https://www.eusew.eu/awards-public-vote.




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