Archive for Julho, 2017

Associado à Geração Depositrão, e para além da atividade criativa em que a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL) foi uma das vencedoras, este ano a quantidade de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE) encaminhados para destino adequado atingiram valores recorde, um pouco superiores aos registados no ano letivo 2012/2013 (ver também ESTeSL (mais uma vez!) na Geração Depositrão).

ESTeSL garante tratamento adequado a mais de três toneladas de REEE

Do total das mais de 400 escolas que este ano participaram na recolha de REEE, culminando com um total de cerca de 413 toneladas de resíduos, a ESTeSL ficou colocada na décima oitava posição com a entrega de 3669 quilogramas que incluíram resíduos proveninente de um processo de abate de equipamento, assim como algum (muito!) equipamento elétrico e eletrónico, lâmpadas, pilhas e acumuladores portáteis entregues por toda a comunidade académica.

A quantidade de resíduos encaminhados pela ESTeSL, contribuiu ainda para que a ERP Portugal (entidade gestora de REEE) entregasse um donativo de 45€ à Operação Nariz Vermelho. Na edição deste ano, e fruto da parceria estabelecida entre a ERP Portugal e a Operação Nariz Vermelho, no âmbito da Geração Depositrão, as cerca de 413 toneladas recolhidas significaram um donativo total superior a 6000€ (por cada tonelada de resíduos, a ERP Portugal comprometeu-se a doar 15€ à Operação Nariz Vermelho).

E é (também) por isso que aqui vos deixamos três toneladas de “obrigados” a tod@s…

Este foi um ano intenso onde, para além dos Programas Eco-Escolas e Jovens Repórteres para o Ambiente, o projeto Interreg Sudoe ClimACT acabou por ocupar algum do nosso tempo e “sorver” muitas das nossas energias.

Entretanto, as notícias associadas à participação da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL) em alguns dos projetos e desafios a que nos propusemos este ano começam a chegar.

Já vos havíamos dado conta de que na sequência da participação da ESTeSL no Litter Less Campaign, fomos selecionados para representar Portugal no concurso internacional e acabámos por participar na Missão Litter Less na Reserva Mundial de Surf (Ericeira, Portugal), fruto do trabalho dos estudantes Beatriz Luz, Hugo Silva e Sofia Coelho. Agora, findo que está o processo de avaliação de todos os trabalhos submetidos aos diferentes projetos e desafios associados ao Programa Eco-Escolas e Jovens Repórteres para o Ambiente, podemos adiantar-vos de que o trabalho desenvolvido pelos estudantes da ESTeSL foi, mais uma vez, objeto de reconhecimento.

Para além da Menção Honrosa atribuída à fotorreportagem “Dejetos na via pública: um problema de saúde pública“, das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental, Jéssica Moreira, Laura Fernandes e Suazilene Ferreira, submetida ao Jovens Repórteres para o Ambiente, ficámos a saber por estes dias que mais trabalhos terão sido premiados.

No desafio “Descobre a tua Geodiversidade”, numa parceria entre o Programa Eco-Escolas e o Comité Nacional para o Programa Internacional de Geociência da UNESCO, as estudantes Ana Roque e Patrícia Duarte do terceiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental, realizaram uma vídeo-reportagem acerca do geossítio identificado no Bairro da Mata (Vila Franca de Xira), tendo sido um dos trabalhos premiados (ver A Saúde Ambiental aventurou-se no “Descobre a tua Geodiversidade”).

Igualmente premiada foi a fotorreportagem das estudantes do segundo ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental Beatriz Luz, Catarina Nunes e Felícia Silva, realizada para uma das atividades criativas da Geração Depositrão e que abordou a gestão de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos com enfoque naquele que tem sido o papel da ESTeSL em garantir o encaminhamento adequado deste tipo de resíduos, tanto dos resíduos produzidos na escola como os recebidos no Depositrão (ver ESTeSL (mais uma vez!) na Geração Depositrão).

Ao longo dos últimos sete anos, e associado ao Programa Eco-Escolas e Jovens Repórteres para o Ambiente, temos desafiado os estudantes a realizarem trabalhos, no âmbito (ou não!) de unidades curriculares. Em relação aos estudantes do curso de licenciatura em Saúde Ambiental, para além das competências a adquirir e desenvolver, associadas ao seu perfil de saída, são desenvolvidas outras competências (as chamadas soft skills) que serão de extrema relevância para qualquer área profissional das profissões de diagnóstico e terapêutica.

Se achas que estes desafios não são para ti, desengana-te!!

Para o próximo ano contamos contigo. “Atira-te” e vem fazer parte de uma equipa vencedora!

De acordo com um artigo recentemente publicado no periódico Science of The Total Environment, a solução para o problema ambiental dos microplásticos nos oceanos, pode muito bem ter sido descoberta por uma equipa de investigação do Departamento de Química e do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar, da Universidade de Aveiro, a quem deixamos, desde já, os nossos parabéns.

Biodegradation of polyethylene microplastics by the marine fungus Zalerion maritimum

A solução passa pelo uso do Zalerion maritimum, um fungo marítimo que consegue, não só, degradar o microplástico como o faz de forma rápida e eficiente. Esta terá sido, segundo os autores,  “a primeira solução ecológica alguma vez descoberta para combater os plásticos nos oceanos já que ao otimizar-se o raro apetite do fungo recorre-se a uma solução oferecida pelo próprio mar.”

Aos potencialmente interessados, sugerimos a leitura do artigo Biodegradation of polyethylene microplastics by the marine fungus Zalerion maritimum.




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